KANHANGA - O PRETO DO BAIRRO II
O Preto do Bairro II é o meu novo disco, que trás em suma músicas de
minha própria vivência relatando a vida dura com minha família em
Angola e as principais dificuldades que passei nesses 8 anos que moro
no Brasil, na cidade de Porto Alegre. Temas como preconceito,
descriminação, desigualdade social dentro de um contexto motivacional,
constroem um pensamento ideológico desse trabalho discográfico que é o
?O Preto do Bairro II?.
O disco tem como subtítulo ?filho de pais falecido? justamente porque
faço homenagem aos meus pais. A primeira música do CD é ?Pai (O
Adeus)? e a última é ?Mãe? isso porque dentro de uma ordem cronológica
primeiramente perdi meu pai e depois de alguns anos a minha querida
mãe. Depositei toda minha emoção em cada música desse disco e acredito
que as pessoas que ouvirem vão poder sentir tudo aquilo que eu quero
passar, são mensagem emocionais e de certa forma motivacionais. Por
exemplo; a música ?Libertação? traduz bem tudo isso que eu estou
dizendo.
?Já vivi quase tudo nessa vida
Ví minha mãe comendo cada vez menos, pra nos dar um prato de comida
Meus irmãos saindo de casa, procurando uma vida melhor
Atrás de um futuro, um pouco inseguro, tentando encontrar o menos pior.?
A música que dá título ao disco ?O Preto do Bairro II? contextualiza a
vivência de um jovem preto, emigrante africano, dentro de uma
sociedade onde os traços raciais ainda são bem visíveis e por mais que
a gente tenta buscar mecanismo de driblar esse fenômeno, somos
afetados de outras formas. Então essa música pra mim vai ditar o rumo
do disco, e acredito que através muitos jovens vão raciocinar sobre
esse fato social.
Vivemos numa sociedade que infelizmente a desigualdade é alarmante
onde uns vivem com tudo e outros sobrevivem com tão pouco, é tanta a
disparidade que nos levar a crer que nossas as vidas estão jogadas ao
nada. E se tem feito tão pouco para mudarmos essa realidade, por isso
escrevi a música ?Chora favela? pra despertar o povo de que ainda tem
gente sem comida no prato nesse país, que tem gente necessitada
esperando que algo melhore. Ao mergulhar nesse mar de sentimento, cada
um vai absorver um pouco da minha história e se identificar com a
realidade que estiver mais perto de si.
O disco conta com as participações dos rappers conceituado como Bira
Mattos, Spaw, Deko, Big Mc Tche, Nego Gui, Nega Fyah, Tchano
Novaments, Mike, dos rappers Guido e Glauco da Banca CNR de Pelotas e
também dos rappers paulistas Rincon Sapiencia e Terra Preta. A
produção dos beat ficaram a cargo dos produtores Niclas Leman e Mac D.
O Murmur-yó (Angola), Augusto Guss, DuckBeatz, Babau e algumas são
bases de referência. A mixagem e masterização ficaram nas mãos do meu
irmão Dj Alex Fernandes, MonstroBeats e Divox e a masterização final
foi feita por Dj Alex Fernandes nos estúdio da AudioDesign Produtora
de Som, onde as mesmas foram gravadas com exceção as faixas () que
foram gravadas no estúdio MKSounds.
É realmente pra mim uma obra poética ?O Preto do Bairro II?, as letras
são parcialmente contundentes, e despertam uma verdade ofuscada na
nossa sociedade.
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